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Um estranho medo |
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Hoje,
tive vontade de sair por aí pelado, deixar o cajado de fora e
em posição de ataque, sem me preocupar com nada e nem
com ninguém. Mas ainda bem que foi só um desejo passageiro
e meio bobo.
Fiquei imaginando como teria sido recebido pelas pessoas de todas as idades. Algumas certamente iriam rir da minha bobagem, outros, me chamariam de idiota e os policiais, com certeza, me prenderiam com algemas e me jogariam dentro de um camburão, como um bicho do mato. Mas, se eu fosse um galã desses que estão na mídia, tipo Paulo Zulu, certamente a reação das pessoas seria bem diferente, as mulheres iriam oferecer os seus colos e endereços com a maior naturalidade; os homens, claro, me chamariam de "veado" por puro preconceito ou, até mesmo, por mera sacanagem e os simpatizantes, certamente ficariam em cima do muro. Veja
como é importante a imagem pública... tudo bem, estou
tentando fazer aqui, um paralelo entre este cronista e a atriz Regina
Duarte. Quando ela foi à televisão dizer que estava com
medo de um dos candidatos à Presidência da República,
confesso que fiquei com medo dela, a interpretação que
ela deu ao texto foi tão real que me assustou. Se o ator, naquele
momento fosse eu, nada disso teria acontecido, tudo teria passado despercebido
e, eu, seria apenas mais um como tantos outros que aí estão.
De fato, o texto tem uma certa lógica, a mudança que estamos
vislumbrando é mesmo assustadora. |
| Pedro cardoso é cronista - Texto Publicado com autorização de autor |
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