MADRUGADA
 

Madrugada sonolenta e gelada
Insitindo em me mostrar lembranças
De rostos queridos que se perderam
Na estrada de um passado que vivi.

Amores que me acenam sorridentes
Que me buscam através do sonho
Para mais um abraço, mais um beijo
Antes que o sol me coloque de pé.

Só uma amiga, fiel companheira
Nunca me abandonou no caminho
É ela que me envolve com carinho
É ela que seca o meu pranto agora

E se nunca mais um novo amor
No templo do meu coração aparecer
Ficarei aqui em seu colo adormecida
Murmurando o seu lindo nome: Solidão...

Aldina Ferraz Santos

 

© Geraldo de Azevedo 2004

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