Chuva que encobre o brilho do sol
Lavando minha alma das tristezas
Que acumulei através dos anos...
Chuva de minha infãncia
Dos bolos de barro
Das ruas coloridas
Com barquinhos de papel...
Chuva que limpa a poeira das estradas
Que engravida os mares,
os rios e os lagos
Que mata a sede da terra
E enfeita até as nuvens do céu...
Chuva, senhora da vida
Por que não trazes de volta
O amor que morreu em mim?
Aldina Ferraz Santos |